Segundo o dicionário: bárbaro (a) (latim barbarus, -a, -um, bárbaro, estrangeiro, inculto, selvagem) adj.adj. 1. Cuja cultura medeia entre a dos civilizados e a dos selvagens. 2. Próprio de quem não é civilizado. 3. Fig. Rude.
Wednesday, 1 September 2010
Um post para Bruna
Enfim, tenho passado por momentos inspiradores que, em mãos mais dedicadas, poderiam virar páginas e páginas de divagações, mas no meu caso, não quero escrever sobre nenhum deles...
Minha irmã me pediu que eu escrevesse no Blog. Então o post, que é para ela, vai ser também sobre ela:
Bruna fazia tudo sempre certo. Comia vegetais. E não bebia coca-cola. Namorava há muitos e muitos anos um mesmo rapaz. E era fiel. Cedia. Não esquecia de aniversários. Fazia o dever de casa. E tirava 10. Bruna era bonita, inteligente e educada.
E ainda sim, alguma coisa borbulhava nas suas entranhas e ameaçava escapar-lhe do peito. Alguma coisa que era também ela mesma e por isso mesmo, a amedrontava e tirava-lhe o sono...
Um dia Bruna matou a aula. Nadou pelada no mar do arpoador. Almoçou Doritos. Deu um bolo no namorado e foi fazer a unha dos pés. Disse não para o mendigo. Olhando-o nos olhos. Se esfoçou em por pelo menos um palavrão em cada frase.
E quando chegou em casa, exausta do dia de maldades, não tomou banho. E com o cabelo ainda cheio do sal e areia da praia, sentou na cadeira e desenhou. Desenhou com uma paixão de rasgar o papel. Cores que não combinavam. Vermelho, preto e roxo. Traços tremidos...
E dormiu em cima do papel, o sono pesado dos justos....
Fim.
Ps. Esse texto é uma licença poética. Bruna na verdade não é toda certinha... Nem muito menos toda amalucada! Ela fala palavrão e dá chilique. Mas também é doce e prestativa. Um ser humano saudável e que me inspira a textos, divagações e projeções.... Minha Bruna tem Preto, vermelho e roxo, mas também branco e azul turqueza... traços tremidos desenhando um rosto de olhar firme... um rosto de mulher.
Thursday, 17 June 2010
Meus diálogos com o Eddy...
Thursday, 27 May 2010
Arte, amigos e um post pequeno demais
Sunday, 9 May 2010
Epifanias sobre o tempo, num dia das maes melancolico...
Nove quase anos se passaram desde que nos dois, tambem com muito medo e esperanca no coracao,viramos uma famila, numa manha chuvosa de um domingo das maes, como hoje. Mais uma vez parece mais, mas parece que foi tao, tao rapido...
E finalmente, trinta anos completos se passaram desde que eu entrei nesse mundo - certamente com medo e talvez uma esperanca crua e sem nome num coracao ainda novo, sem dor ou cicatriz.... Parece mais? Passou rapido?
As coisas acontecem, encontros, despedidas, estacoes do ano e viagens... somos ainda criancas a chamar por nossas maes num momento de desespero, somos adultos cuidando de um menino e torcendo de toda a alma que estejamos fazendo nosso melhor...
O tempo, esse nada que nos come e nos alimenta, esses dias que se estendem nos dias de paz e se encurtam na alegria demasiada ou na tragedia absoluta, essa vida com uma morte anunciada, uma promessa de fim, um agora que nos escapa...
O tempo e a vida me vieram visitar o coracoa hoje. Presente de um dia das maes. Presente.
Tuesday, 29 September 2009
Small post sobre small talk.
Amenidades, meus amigos, vamos nos ater as amenidades.
Ps. Estou malvadinha hoje.
Sunday, 7 June 2009
Apèndice de carta para a Rainha
Quando cheguei no seu país, no seu reino unido, com um frio na barriga e em todo resto também, confesso que torci o nariz... Resolvi que ia escrever para você uma lista, reclamando de tudo o que não gostava.
Agora, mais de um ano e meio depois, confesso que continuo não gostando de muitas coisas, mas acho que você gostaria de saber que a lista mudou. Os pontos negativos diminuíram em quantidade, e acrescentei nela um apêndice de - pasmem! - elogios. Coisas que o tempo e a experiência me ensinaram a apreciar, e algumas até mesmo até ganharam um canto no meu coração de carioca.
E é sobre esse "quase-PS" embaixo de uma penca de reclamações indignadas que resolvi escrever aqui hoje:
- A arquitetura. As casas de tijolos vermelhos e, como diria a minha mãe, a plantação de chaminés que se vê contra o céu cinza. É como se as ruas e os bairros se comprassem suas roupas na mesma loja, todos combinando. Nada destoa, tudo se completa numa paisagem que só existia antes para mim nos livros, filmes e na imaginação. Ninguém resolve de repente, por exemplo, que o legal é o moderno, ninguém passa a construir prédios coloridos, numa área de casinhas antigas. Procura-se, ao contrário, respeitar o que já existe antes, se manter um estilo que diz um pouco sobre quem se é. Me faz pensar como, até nisso, vocês valorizam o coletivo, o fazer parte de uma história, de uma cultura, de um país.
- Os parques. Bem cuidados e espalhados pela cidade toda. São a praia do seu povo, o lugar em que eles se permitem ficar descalços e deitar no chão. O único defeito é a falta do barulhinho do mar.
- Os, ou melhor dizendo, alguns, britânicos. Êta, povinho difícil de se gostar! Acho que é porque vocês não fazem a mínima questão de serem gostados. Alguns parecem estar todo dia num mau dia e outros fazem parte, definitivamente, da primeira parte da minha lista. Mas, justiça seja feita, você tem dentre seus súditos, pessoas realmente especiais, ou que pelo menos, se fizeram especiais para mim. São eles os garotos propaganda que eu escolhi para o marketing da Inglaterra no meu coração:
Ps. Lendo esse tópico, vejo que faço realmente um esfôrço no sentido de gostar da sua gente. Quero muito gostar deles, tanto que construo fantasias e me contento com o "muito pouco" que oferecem.
- Os ônibus vermelhos. Principalmente o meu amado e odiado 227 (que também não escapa da primeira parte da minha lista).
- O The Guardian dos sábados de manhã. Como eu vou conseguir voltar a ler O GLOBO depois de me acostumar com a qualidade da imprensa inglesa? Oh Dear!
- Por falar em imprensa, meus parabéns pela BBC! TV sem comerciais, com programas de excelente qualidade, que tem a coragem e a fineza de se auto-criticar quando necessário. As apresentadoras de telejornais zumbis e os empolgados homens do tempo a parte, é a melhor tv do mundo, sem dúvida nenhuma.
- Por falar em BBC, o Apprentice (O Aprendiz daqui) tem que constar na minha lista. E não só o programa, que é um annual guilty pleasure of mine, mas também e principalmente quem dá graça a ele: Sir Alan Sugar. Eu nunca vi a versão Brasileira - e nem pretendo - , mas também, como poderia? Roberto Justus, você que me desculpe, mas "you don´t have a bloody clue, do you?".
- A Pimavera, o verão, o outono e o inverno. É. Todos eles mesmo! É tão gostoso ver a passagem do tempo na paisagem, nas árvores que perdem as folhas no outono, morrem e renascem na primavera, numa explosão de vida e cores. Aprendi a valorizar o calor do sol, a nçao deixar um dia de céu azul passar em branco. Aqui, no seu país, é possivel ver e sentir o ciclo da vida e apreciar o que cada estação, seja ela de morte ou recomeçar, tem a oferecer.
- A sua organização e eficiência. Vocês chegam a ser engraçados de tão civilizados. Aos meus olhos acostumados com o jeitinho e a bagunça brasileira, no começo vocês me irritavam com tanta polidez. Pensando bem, vocês ainda me irritam, mas agora sei que o lado bom da sua falta de espontaneidade é compensado por uma sociedade que funciona, que respeita o direito do próximo, que não fura fila e não rouba no troco. Vocês me mandam cartas perguntando se concordamos com a demolição de um prédio vizinho, outras prestando contas dos impostos pagos, vocês recliclam o meu lixo e dão uma educação de primeira qualidade para o meu filho. Vocès fazem tudo isso, e fazem bem.
- a cultura, o respeito pelo passado. Parabéns pelos museus, pelo orgulho e propriedade com que vocès todos falam da sua história e pela eficiència com que preservam lugares, monumentos e tudo o que fala um pouco de vocès. E , como me sinto um pouco mais "em casa" por aqui, sinto também parte do seu orgulho de mostrar a cidade, tão bem sinalizada e cuidada, aos brasileiros que me visitam.
A lista provavelmente ainda vai mudar até o dia em que, daqui a não muito tempo, iremos embora. Mas saiba, vossa majestade, que sentirei saudades. De toda ela.
Kind Regards,
Barbara
Tuesday, 10 February 2009
Branca de neve.
